Velejadas da última semana de julho

A semana foi marcada por ventos instáveis, quase sempre indo contra as previsões dos melhores sites.

Segunda e terça-feira os velejadores Claus e Gustavo estiveram velejando com pouco vento. Na terça chegaram próximo a barra e por lá mesmo o vento foi morrendo. O retorno se deu a moda dos pescadores nativos quando enfrentam ventos fortes e correnteza: puxando a canoa pela margem do rio. Sábado o ventos NE ficou forte com sol o dia todo, Luciane e Claus na água.

Domingo ventos instáveis entrando um sul forte, que enfraqueceu a medida que rondava para leste. Na água quatro Lasers: Peixe com Claus, Shrek (laser radial) com Luciane, Tirano com Gustavo e o vermelhão anônimo do Tarciano, que voltou às águas depois de muito tempo em seco.

Em frente a Ilhas o vento morreu e o retorno foi em popa, de arrasto… Em frente ao Morro Agudo entra o Oeste forte que possibilita uma boa velejada no fim do dia e um retorno honrável ao clube.

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Relatório de Velejada

Para facilitar os comentários sobre as velejadas que fazemos e evitar que os velejadores omitam informações pertinentes sobre suas velejadas, foi elaborado um “Roteiro de Relatório de Velejada”. Nele encontramos palavras-chave que norteiam a redação de nossos comentários e relatos.

Este roteiro não viza prender os velejadores em padrões normatizados, mas sim, servir de guia na elaboração dos relatos. Dessa forma podemos melhorar ainda mais nossa comunicação e o prazer de ler os feitos de nossos amigos. 

Tempo:  (como estava o dia, com sol/nublado/chuva, frio/calor)

Vento:  (direção e velocidade)

Rio:  (se estava vazando/enchendo, limpo/sujo)

Velejadores e veleiros:  (os barcos e o pessoal envolvido na velejada)

Percurso:  (o local percorrido durante a velejada, até onde foi)

Descrição:  (como foi a velejada em si, o que foi feito, comentários gerais, etc) 

Observações relevantes:  (sugestões, críticas, destaques)

Velejada final de semana 12 e 13 / julho

Previsão de tempo para Araranguá: tempo bom com sol e temperaturas agradáveis.

Sábado: vento SE 15 km/h.

Domingo:  vento NE 20 km/h

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Enquanto isso em Porto Alegre: Comandante Claus Pich e sua esposa Luciane Dal Pont, velejando nas águas da Lagoa dos Patos no Krill, um Scorpion de 26 pés.

     

2º Encontro Náutico Barragem do Rio São Bento

Foi um sucesso o 2º Encontro Náutico Barragem do Rio São Bento. Um domingo de céu azul, sol e calor atípico para um dia de inverno, atraiu centenas de pessoas para a barragem, onde puderam prestigiar o evento e acompanhar as competições e regatas. O público ainda pôde participar de passeios em canoas, caiaques, canoas a vela e veleiros, além de fazer rappel e escaladas em um muro montado no evento – em especial as crianças – que ficaram fascinadas com tanta diversão e esportes que lhes eram oferecidos.

Durante a manhã houve a recepção aos participantes e ao público, a montagem de barcos e a chegada dos ciclistas que vieram pedalando de diversas cidades do entorno da barragem. A tarde aconteceram as provas de canoa a remo masculino e feminino, caiaque e a regata de veleiros e canoas a vela.

A regata dos veleiros contou com 16 barcos: 5 Lasers, 5 Dingues, 1 Holder, 1 Optmist e 4 mini-oceanos, que largaram juntos sob uma brisa que impulsionava os barcos com muito trabalho. O circuito foi montado em triângulo e antes da primeira bóia os Lasers já estavam na frente do grupo, mantendo a liderança até o fim da prova.

            

1- Panorâmica da barragem. 2- Veleiros no aquecimento para a regata. 3- Canoas se fazendo à vela. 4- Mini-oceanos. 5- Baleeira a vela “São José I”.  6- Optmist e seu capitão de 10 anos. 7- Rodrigo no comando do Holder Xokleng1, ao fundo Eric. 8- Sérgio Rocha e seu Laser. 9- Um Dingue (azul) e Claus. Fotos: Lene de Costa/Portal Engeplus.

Destaque para os velejadores Alexandre Miranda(Veleiros de Araranguá) e Eric Lineburger (Iate Clube Veleiros da Lagoa). Antes da primeira bóia Alexandre já havia ganho três posições, assumindo a segunda colocação, e logo após passar a primeira bóia, brigou forte com o Eric, entrando a barlavento dele e assumindo a liderança da prova. “Na primeira bóia já tava em segundo, e antes da segunda bóia assumi a liderança, mas uma cambada para lado errado decidiu a regata: acabei em terceiro lugar…”, relata o velejador. Já o Eric, que montou a segunda bóia atrás do Alexandre, resolveu não cambar e apenas orçou, seguindo um rumo que no momento parecia suspeito, mas que lhe deu um bom vento, uma grande distância dos demais concorrentes e o troféu de primeiro lugar na Classe Laser e na Geral.

        

1- Alexandre e Gustavo. 2- Alexandre treinando na bóia. Fotos: Kriz Sanz.                         3- Primeira perna da regata, Claus em 3*, Alexandre em 2* caçando o Éric. 4- Veleiros após a segunda bóia, Éric destacado a frente do grupo. 5- Gustavo, Éric e Rodrigo. 6- Um Dingue e ao fundo Alexandre e Gustavo. Foto: Lene de Costa/Portal Engeplus.

     

1- Eric, Rodrigo e Gustavo. 2- Claus, Rodrigo, Gustavo e Alexandre. 3- Claus, no Shrek e Gustavo no Tirano. 4- Claus. 5- Gustavo. 6- Sérgio e Gustavo. Fotos: Kriz Sanz.

Após a regata, o velejador Eric explicou a estratégia adotada na regata: “Existe uma grande divisão na raia (linha vermelha no desenho). Para cima com vento e para baixo sem vento. Observei que o vento naturalmente vinha mais da barragem (em cinza) e da costa da morro alto (em verde). Entrava limpo pelo meio da raia e menos nas laterais da raia. A massa de velas descendo (em rosa) da bóia de barlavento para a bóia de sotavento impedia a passagem do vento vindo do morro (em verde) e também parte do vento da barragem. Isso fez uma grande penumbra no meio da raia (em azul). Quem entrou nela se deu mal. Negócio era subir um pouco livrando-se da penumbra sem ir muito para perto do morro do público (em marrom) que também era desventado pois era alto. Assim, subi um pouco e depois cambei indo para o meio da raia para pegar o vento limpo e nunca ultrapassei a grande linha vermelha”.

Abaixo, desenho feito Eric ilustrando sua estratégia.

Terminada a regata, finalmente entrou um vento terral forte…

 

Em breve, mais fotos do evento.

Velejada 02 / junho

Dois Lasers na água e uma velejada até a barra. Esse foi o resultado de uma quarta-feria de folga para os velejadores Gustavo Motta e Sérgio Rocha. Com um vento SE fraco mas constante, os velejadores se lançaram à água por volta das 13h, descendo o rio até a barra, num único bordo. Na barra puderam ver as mudanças nos bancos e arrebentações provocadas na última enchente e aproveitar as marolas e ondulações de mar. Destaque para o velejador Sérgio, que avançou contra as ondas e venceu a primeira arrebentação: “Olhando de fora até assusta, mas lá dentro é tranquilo, dá de vencer”, relata.

Abaixo, Sérgio saindo do clube em direção a barra. Fotos: Gustavo Motta.