Vela: esporte de medalhas

A vela brasileira trouxe mais duas medalhas para o Brasil, dessa vez na classe Star e na classe 470.

Robert Scheidt e Bruno Prada conquistaram a medalha de prata na classe Star enquanto Fernanda Oliveira e Isabel Swan conquistaram o bronze classe 470. Esta foi a primeira medalha feminina da história da vela brasileira.

Star
Robert Scheidt fez história na classe Laser, onde conquistou três medalhas olímpicas, dez títulos mundiais, três pan-americanos e mais de 140 títulos. Implantou no Star o mesmo profissionalismo da Laser e subiu ao pódio nos últimos três Campeonatos Mundiais com Bruno Brana: prata em São Francisco (EUA), em 2006; ouro em Cascais (Portugal), em 2007; e bronze em Miami (EUA), em 2008.

  

1 – Scheidt e Prada caçando os portugueses. 2 – O gosto de mais uma medalha. Fotos: Wander Roberto/COB.

470
Fernanda Oliveira e Isabel Swan esperam que a primeira medalha olímpica que conquistaram para a vela feminina brasileira na história sirva para abrir as portas da modalidade às mulheres num mundo até então tão masculino.

   

1 – Fernanda Oliveira (E) e Isabel Swan no 470. 2 – A medalha das meninas. Fotos: Wander Roberto/COB.

“Eu e a Bel fomos muito felizes e espero, sinceramente, que isso motive outras meninas. A vela já tinha uma história de tradição nos esportes olímpicos, como a maior vencedora dentre todas as modalidades, por causa das medalhas dos homens. Agora mostramos que as mulheres também podem”, resumiu a gaúcha Fernanda Oliveira, no desembarque em São Paulo, antes de viajar para Porto Alegre onde seria homenageada no Clube dos Jangadeiros, local em que aprendeu a velejar.
 
Com essas medalhas a vela brasileira volta a ser o esporte mais vencedor na história das olimpíadas, com 16 medalhas ganhas: seis de ouro, três de prata e sete de bronze.
 
fonte: www.boia1.com.br

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A Vela Brasileira nas Olimpíadas de Pequim

A abertura oficial das Olimpíadas de Pequim acontece nesta sexta-feira, dia 08 de agosto, às 09 horas (horário de Brasília) e terá duração de três horas e meia. A honra de conduzir a bandeira do Brasil frente a toda delegação brasileira em Pequim será do iatista Robert Scheidt, bicampeão olímpico na Classe Laser.

A vela está presente em jogos olímpicos desde 1900, nas Olimpíadas de Paris. A classe mais antiga do programa Olímpico de vela é a Star. A categoria faz parte dos jogos desde Los Angeles, em 1932.

As regatas começam no sábado, dia 9, a partir das 02h da madrugada e vão até o dia 21, com as finais a partir do dia 16 de agosto. Ao todo serão cerca de 400 competidores divididos em 200 barcos participando das Olimpíadas, uma reunião digna dos melhores ventos!

A vela brasileira já conquistou 14 medalhas olímpicas para o Brasil, sendo 6 medalhas de ouro, duas dessas nas últimas olimpíadas, 2 de prata e 6 de bronze. Enquanto isso esportes mais popularizados e que recebem mais atenção da mídia, como o futebol, vôlei e basquete,  muitas vezes não recebem medalha alguma e ficam a ver navios . . .

Acompanhe as regatas com o cronograma abaixo: http://en.beijing2008.cn/upload/OG_Schedule_080708/SA.xls

Assista as regatas pela internet acessando o link abaixo:
http://aovivoesportes.terra.com.br/min/olimpiadas2008/33-br/


Os doze representantes da vela brasileira em Pequim:

– Robert Scheidt e Bruno Prada – Classe Star

– Bruno Fontes – Classe Laser

– Fabio Pillar e Samuel Albrecht – Classe 470

– Fernanda Oliveira e Isabel Swan – Classe 470

– André Fonseca e Rodrigo Duarte – Classe 49er

– Eduardo Couto – Classe Finn

– Ricardo Winicki (Bimba) – Classe RS:X

– Patrícia Freitas – Classe RS:X

Conheça cada atleta no link abaixo:
http://olimpiadas.uol.com.br/2008/atletas-brasileiros/vela/

 

 

Saiba mais sobre a vela brasileira nas Olimpíadas de Pequim:
http://www.cob.org.br/esportes/esporte.asp?id=17
http://en.beijing2008.cn/schedule/

Velejada final de semana 02, 03 e 06 / agosto

No sábado, o casal de velejadores Claus e Luciane colocaram os Lasers na água  com ventos fortes de SW. O tempo bom ajudou a enfrentar os ventos frios.
Já no domingo eles entraram de Hobbie Cat16, sem genoa e com a mestra rizada devido ao forte vento WSW. E o Margarita levantando spray.

Na quarta-feira o mesmo tempo bom e o vento de NE resolveu aparecer com tudo. O Fábio fez companhia ao Gustavo no Tirano e mesmo com os dois escorando a velejada era forte. “Fomos orçando até perto da barra, voltamos em popa. Em frente a Ilhas o sol do fim da tarde como sempre refletia na água e não se via nada direito a nossa frente. Tivemos que tentar umas três vezes até acertarmos o canal e entrarmos com vento pela alheta de boreste, que nos jogava contra os bancos. Tomamos um refrigerante no bar e saimos pelo canal. Foi uma ótima velejada no vento forte”, relata Gustavo.

O Surgimento do Iatismo

O Surgimento do Iatismo

 

O iatismo surgiu na Holanda no século XVII. Nessa época a Holanda prosperava através do comércio com o Oriente e as famílias mais abastadas puderam comprar embarcações menores, próprias para seu transporte e lazer. Essa atividade se desenvolveu e ganhou espaço como atividade de recreio em rios, lagos e no mar.

 

O Rei Carlos II, que até os 21 anos estava exilado na Holanda, levou a moda para Inglaterra, em 1661. No início o seu uso era ainda o transporte, com todos os luxos e comodidades a bordo, mas o tempo deu paulatinamente lugar aos cruzeiros. Em tempos de paz eram oferecidos passeios para os visitantes, que inevitavelmente, acabavam por uma competição entre os barcos para ver quem era o mais rápido.

 
Iates do Rei Carlos II, em 1661.

 

 

Foi na Irlanda que surgiu o primeiro clube de iatismo, o Cork Water Club, hoje chamado Royal Cork Yacht Club. Nesse clube foi realizada a primeira regata de barcos a vela, no ano de 1749. O campeão ganhou uma taça de prata, oferecida pelo Rei Jorge III.

 

Ao lado, Iates do Cork Water Club. Irlanda, 1749.

 

Por toda a Europa, o número de iates foi-se multiplicando e a posse de uma embarcação a vela usada para recreio e lazer passou a ser normal para toda a pessoa com algum status na sociedade.

 

A partir de então diversos clubes de iatismo foram fundados pelo mundo: na Suécia em 1830, na França e na Austrália em 1838, na Índia em 1846, na Bélgica e nos Países Baixos em 1847, no Canadá em 1852, em Portugal em 1855, na Dinamarca em 1866, na Alemanha em 1869, na Nova Zelândia em 1871, na Itália em 1879, nos Estados Unidos em 1881, etc.

 

Regata no New York Yacht Club, em 1881.

 

 

O Iatismo no Brasil

 

O Iatismo no Brasil começou com a fundação do Iate Clube Brasileiro, no Rio de Janeiro, em 1906. Nessa época os sócios eram de países europeus, como Dinamarca, Suécia, Alemanha, Áustria e Suíça. Logo depois surgiram associações de vela em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em outros estados. Em 1934, foi fundada a Federação Brasileira de Vela e Motor.

O primeiro título internacional de destaque da vela brasileira em competições  foi no Pan-Americano de 1951, em Buenos Aires, onde a dupla Ronaldo Bueno e Gastão de Souza levou o ouro na Classe Star.

Mas foram Axel e Eric Schmidt, tios de Torben Grael, os responsáveis pela primeira vitória do país em um Mundial  – campeões em 1961 na Classe Snipe, classe que não é olímpica.

Em Olimpíadas, a primeira medalha foi na Cidade do México, em 1968, com Reinaldo Conrad e Burkhard Cordes na Classe Flying Dutchman. Os primeiros ouros vieram em Moscou, em 1980 com Marcos Soares e Eduardo Penido, que  venceram na Classe 470, e Alexandre Welter e Lars Bjorskstrom na Classe Tornado.  

Fontes:
http://oradical.uol.com.br/iatismovela/historiaiatismoevela.asp
http://esporte.uol.com.br/olimpiadas/ultimas/2004/08/27/ult2279u233.jhtm
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/iatismo/iatismo-2.php