Desafio Veleiros de Trafalgar

O desafio proposto é analisar a cena abaixo e descobrir de onde vem o vento, um pequeno exercício de observação.

A cena foi montada com miniaturas de navios, usadas no jogo Pirates of the Spanish, e simula a batalha de Trafalgar, que se deu em 1805 entre a Inglaterra contra a França e a Espanha, ao largo do Cabo de Trafalgar, próximo ao Estreito de Gibraltar, na costa oeste espanhola. Com 27 navios, contra os 33 do inimigo, a flotilha inglesa, comandanda por Lord Nelson, se dividiu em duas colunas e avançou contra o paredão formado por navios franceses e espanhóis.

Durante cerca de vinte minutos, os navios ingleses ficaram invulneráveis ao forte ataque dos canhões de bombordo de seus inimigos, recebendo fogo por suas proas sem poder revidar. Mas, logo que romperam a compacta linha franco-espanhola, os ingleses descarregaram seus canhões de boreste, varrendo os navios inimigos de proa a popa, enquanto seus canhões de bombordo faziam o mesmo estrago na popa vulnerável de seus algozes. Logo após, os ingleses partiram para ataques navio contra navio.

Comandando o HSM Victory, o Almirante Nelson conseguiu a vitória para os ingleses, com vários barcos inimigos afundados ou capturados, graças à perícia dos marujos ingleses no manejo dos canhões. Porém, Lord Nelson perdeu a vida nesse combate, vítima de uma bala de mosquete das gáves do francês Redoutable, navio este que possuia uma tripulçaõ de 643 homens. Entre os navios capturados, estava o espanhol Santíssima Trindade, com quatro tombadilhos e 136 canhões. Ao todo, os ingleses tiveram 449 mortos e 1241 feridos, enquanto que a força franco-espanhola teve 3400 mortos e 2500 feridos.

Saiba mais:
http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_nov2005/pag_18.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Trafalgar
http://canos-de-meca.costasur.com/pt/batalla-de-trafalgar.html
http://www.boardgamegeek.com/game/10653

Anúncios

Melhorias para o clube

Cordas para atracar

Hoje os velejadores de Araranguá instalaram cordas nas prainhas do clube, vizando facilitar a atracação de seus veleiros. Com elas será possível amarrar os barcos e deixá-los atracados de forma segura, sem correr o risco de vê-los a deriva, levados pelo vento ou pela maré. Elas foram estendidas na margem do rio em frente as prainhas, amarradas nas árvores e abrangendo todo o trecho de área atracável. Basta que o barco seja amarrado a ela para ficar atracado de forma segura, sem riscos de danos ao barco e transtornos ao seu proprietário. Este benefício não é exclusivo aos veleiros e, logicamente, se estende a toda embarcação que faça uso daquela prainha para atracar.


Limpeza da prainha

Também fizemos uma limpeza no lado NE da prainha que fica ao lado do trapiche. Foram retirados vários galhos, troncos, bambus e lixo que impediam a utilização daquele trecho da prainha e ofereciam risco a quem utiliza aquela única prainha para atracar seu veleiro, lancha, canoa ou jet ski.

Birutas

As bitutas que foram instaladas no clube e nas dunas até a barrinha fechada estão se soltando. Isso está acontecendo pois a fita utilizada para fixar as birutas está perdendo a cola, efeito do sol e da chuva. A substituição por novas já está sendo providenciada.

Velejada domingo, 14 de setembro

Dia de sol, sem nuvens. Vento SSW frio, rondando e com rajadas típicas desse vento. Rio bem cheio, lavando o trapiche, mas sem ondas, apenas com pequenas marolas.

Quatro Lasers na água, com os velejadores Claus, Luciane, Gustavo e Tarciano.

Través forte entre o clube e a barrinha fechada, empopando em direção a Ilhas, mas antes do canal já estávamos voltando. Na volta ao clube um orça folgada.

Destaque para a velejadora Luciane, que após virar e ver o Shrek emborcar e ser arrastado pelo vento e pela correnteza, alcançou o barco, o desvirou tranquilamente e sem demora já estava ganhando seguimento.
Para completar o feito, na volta ao clube seu Laser radial tirou uma grande distância dos marmanjos standarts.

Depois disso, Tarciano e Gustavo subiram o rio até a balsa, encontrando nesse trecho bastante ondas, que não aconteciam no trecho até a barrinha fechada.

Dicas

Vale a pena lembar:

Cambando: Sempre que for cambar, arribe para ganhar velocidade, empurre todo o leme, se abaixe para não receber uma retrancada na cabeça e aproe o barco para o novo rumo.

Cambando com ventos fortes
Para cambar com ventos fortes e contra as ondas é necessário ter velocidade e manobrar rapidamente. Só assim é possível vencer a força do vento e das ondas e trocar de bordo. Se não for feito dessa forma o barco vai bater de frente nas ondas, aproar ao vento e ficar a deriva.
Também é bom escolher uma vaga entre as ondas para cambar, diminuindo a chance de se chocar com elas. As águas próximas as margens sempre são mais calmas, se der, cambe por lá.

Aproado ao vento: Empurre o leme e solte toda escota.
Quando ficar aproado ao vento, andando de ré com a retranca querendo arrancar sua cabeça, empurre todo leme e solte toda escota. Não é para remar com o leme, é para empurrar o leme e deixá-lo lá, parado. O barco vai andar de ré até ficar de través com o vento. Puxe a cana do leme e segure-a com a perna, prendendo-a atrás da canela, assim você terá as duas mãos livres. Cace rapidamente a escota com as duas mãos até que o barco ganhe seguimento. Quando o vento está muito forte deve-se dar duas puxadas na escota e aguardar dois segundos para dar mais duas puxadas, repetindo esse procedimento até que o barco ganhar seguimento, pois com vento forte, se a escota for caçada de uma única vez a chance do barco virar é grande.

Velejada domingo, 31 de agosto

Os ventos fortes do quadrante nordeste voltaram a dar o ar da graça, lembrando os tempos de verão.

Nesse final de semana a lestada varreu o litoral catarinense, entrando forte em Araranguá. Vento firme e constante que em nada lembra os ventos de sul, com suas rajadas e rondadas fortes e inesperadas.

O domingo foi um dia bonito de céu limpo e sol, que ajudava a suportar o vento frio. O rio estava limpo, verde e salgado e no fim do dia formou as boas ondas que os ventos do sul passaram o inverno todo impedindo de se formar.

Na água, os velejadores Luciane, Claus e Gustavo nos respectivos lasers Peixe, Shrek e Tirano, que rasgavam a água e extendiam suas esteiras por longas jardas. No fim da tarde o Alexandre apareceu para aproveitar o vento, mas quase afogou o Peixe… tombos sobre tombos, num aprendizado necessário.

E o Leste entrou noite a dentro, enrugando a água e anunciando o verão ainda distante.