A nova barra nova

Após as desgraças causadas pela enchente, que desabrigou centenas de famílias, causou danos a lavoura e interditou a BR101 e outras estradas, pelo menos uma notícia boa veio com as enchurradas. A nova barra foi aberta novamente e dessa vez promete ficar!

No domingo a tarde três patrolas retroescavadeiras abriram um pequeno canal sobre as dunas, no mesmo local onde ano passado a draga abriu a barrinha nova. Como as dunas do local estavam baixas, o trabalho foi facilitado e no fim da tarde de domingo já havia um pequeno córrego jorrando água do rio para o mar. Tínhamos três metros de água sobre a BR101 no trecho entre Araranguá e Maracajá, muita água ainda por todo vale do rio Araranguá. Durante a noite toda essa água desceu procurando o mar e encontrou o atalho que precisava.

Quando amanheceu a segunda-feira, o pequeno canal havia se transformado num rio de quase 200m de largura! A água vazava numa correnteza forte, jogando galhos e água suja ao mar, que se degladiavam com as ondas da arrebentação.

Porém hoje, quinta-feira, tivemos uma nova surpresa: a barra venceu os bancos de areia e formou um canal que cruza a arrebentação, limpo, sem ondas! Um canal largo e sem ondas ligando o rio ao mar. Pescadores locais disseram que os barcos de pesca já sairam sem problemas, sem esperar vagas. Um pescador local que mergulhou no canal e disse que deve ter uns 5m de profundidade.

Engraçado que ano passado foram gastos quase R$ 500.000,oo com a abertura da barrinha nova, que ficou aberta mesmo uns três ou quatro meses. Esse ano, com apenas três máquinas foi possível abrir uma barra quatro vezes mais larga, mais funda e que tem tudo para não fechar mais.
No passado já abriram nossa barra com bem menos que isso até…
Será que dessa vez ficou evidente que é melhor usar a inteligência e a própria força da natureza, fontes tão baratas, em vez da sempre tão cara política e suas politicagens?

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Escola de vela para crianças e adolescentes

Neste domingo começaram as aulas da escola de vela do Iate Clube Veleiros da Lagoa, na Lagoa dos Esteves, em Içara. O curso é voltado para crianças e adolescentes, da classe Optmist e será ministrado pelo veterano velejador Claus Pich.
Todo material para o curso é fornecido gratuitamente aos alunos, que precisarão apenas de disposição e autorização de seus pais.

As inscrições são gratuitas e estão abertas para novos alunos!
Os pais interessados em iniciar seus filhos no mundo da vela, podem fazer contato com os responsáveis pelo curso através dos contatos abaixo:

Claus Pich, instrutor: 48 – 9921.5111 ctp@unesc.net
Eduardo Mondardo, comodoro do clube: 48 – 8402.5352  dudamondardo@hotmail.com

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Optmist. Foto disponível no site  http://www.flotilha727.com

Volvo Ocean Race 2008-2009

Seja bem-vindo a mais uma volta ao mundo a bordo de um 70 pés!

Foi dada a largada para mais uma regata da Volvo Ocean Race, umas das mais importantes regatas do mundo.  O evento teve abertura dia 11 de outubro em Alicante, na Espanha e o final da regata será dia 27 de junho de 2009 em St Petersburg. Durante os nove meses da prova, homens, barcos e equipamentos serão testados e levados ao extremo de suas resistências, submetidos a ondas gigantes e ventos muito fortes.

A regata conta com oito barcos e tem um ponto de parada prevista para o Rio de Janeiro, no dia 11 de abril de 2009. Depois de cruzarem o Pacífico e dobrarem o Cabo Horn, os barcos da  Volvo Open 70 (VO70) passarão aqui pela frente de nossa praia, subindo a costa em direção ao Rio de Janeiro. Quem sabe eles não passam mais próximos da costa e seja possível ver algumas velas no horizonte lá de cima do Morro dos Conventos…

Infelizmente esse ano não contaremos com um barco brasileiro, mas pelo menos, teremos um representante de peso na VOR, o velejador Torben Grael. Torben foi o capitão do Brasil1 na última regata e dessa vez vai comandar o Ericsson1, favorito na disputa desse ano.

Abaixo os nomes das sete equipes e seus Skippers:

ERICSSON RACING TEAM – Ericssom 4
Skipper: Torben Grael

ERICSSON RACING TEAM – Ericssom 3
Skipper: Anders Lewander

PUMA OCEAN RACING
Skipper: Ken Read

TELEFONICA BLUE RACING TEAM
Skipper: Bouwe Bekking

TELEFONICA BLACK RACING TEAM
Skipper: Fernando Echavarri

TEAM RUSSIA
Skipper: Andreas Hanakamp

GREEN DRAGON RACING TEAM
Skipper: Ian Walker

DELTA LLOYD
Skipper: Ger O’Rourke
Você pode acompanhar todas as notícias e vídeos pelos sites:

Sites da Volvo Ocean Race:       http://www.VolvoOceanRace.com    e    http://www.VolvoOceanRace.tv

Vídeo promocional da VOR 2008: http://www.youtube.com/watch?v=wPhBUPAjeR4

Vídeos da VOR no youtube: http://www.youtube.com/results?search_query=volvo+ocean+race&search_type=&aq=f

Melhorias para o clube

Cordas para atracar

Hoje os velejadores de Araranguá instalaram cordas nas prainhas do clube, vizando facilitar a atracação de seus veleiros. Com elas será possível amarrar os barcos e deixá-los atracados de forma segura, sem correr o risco de vê-los a deriva, levados pelo vento ou pela maré. Elas foram estendidas na margem do rio em frente as prainhas, amarradas nas árvores e abrangendo todo o trecho de área atracável. Basta que o barco seja amarrado a ela para ficar atracado de forma segura, sem riscos de danos ao barco e transtornos ao seu proprietário. Este benefício não é exclusivo aos veleiros e, logicamente, se estende a toda embarcação que faça uso daquela prainha para atracar.


Limpeza da prainha

Também fizemos uma limpeza no lado NE da prainha que fica ao lado do trapiche. Foram retirados vários galhos, troncos, bambus e lixo que impediam a utilização daquele trecho da prainha e ofereciam risco a quem utiliza aquela única prainha para atracar seu veleiro, lancha, canoa ou jet ski.

Birutas

As bitutas que foram instaladas no clube e nas dunas até a barrinha fechada estão se soltando. Isso está acontecendo pois a fita utilizada para fixar as birutas está perdendo a cola, efeito do sol e da chuva. A substituição por novas já está sendo providenciada.

Vela: esporte de medalhas

A vela brasileira trouxe mais duas medalhas para o Brasil, dessa vez na classe Star e na classe 470.

Robert Scheidt e Bruno Prada conquistaram a medalha de prata na classe Star enquanto Fernanda Oliveira e Isabel Swan conquistaram o bronze classe 470. Esta foi a primeira medalha feminina da história da vela brasileira.

Star
Robert Scheidt fez história na classe Laser, onde conquistou três medalhas olímpicas, dez títulos mundiais, três pan-americanos e mais de 140 títulos. Implantou no Star o mesmo profissionalismo da Laser e subiu ao pódio nos últimos três Campeonatos Mundiais com Bruno Brana: prata em São Francisco (EUA), em 2006; ouro em Cascais (Portugal), em 2007; e bronze em Miami (EUA), em 2008.

  

1 – Scheidt e Prada caçando os portugueses. 2 – O gosto de mais uma medalha. Fotos: Wander Roberto/COB.

470
Fernanda Oliveira e Isabel Swan esperam que a primeira medalha olímpica que conquistaram para a vela feminina brasileira na história sirva para abrir as portas da modalidade às mulheres num mundo até então tão masculino.

   

1 – Fernanda Oliveira (E) e Isabel Swan no 470. 2 – A medalha das meninas. Fotos: Wander Roberto/COB.

“Eu e a Bel fomos muito felizes e espero, sinceramente, que isso motive outras meninas. A vela já tinha uma história de tradição nos esportes olímpicos, como a maior vencedora dentre todas as modalidades, por causa das medalhas dos homens. Agora mostramos que as mulheres também podem”, resumiu a gaúcha Fernanda Oliveira, no desembarque em São Paulo, antes de viajar para Porto Alegre onde seria homenageada no Clube dos Jangadeiros, local em que aprendeu a velejar.
 
Com essas medalhas a vela brasileira volta a ser o esporte mais vencedor na história das olimpíadas, com 16 medalhas ganhas: seis de ouro, três de prata e sete de bronze.
 
fonte: www.boia1.com.br

A Vela Brasileira nas Olimpíadas de Pequim

A abertura oficial das Olimpíadas de Pequim acontece nesta sexta-feira, dia 08 de agosto, às 09 horas (horário de Brasília) e terá duração de três horas e meia. A honra de conduzir a bandeira do Brasil frente a toda delegação brasileira em Pequim será do iatista Robert Scheidt, bicampeão olímpico na Classe Laser.

A vela está presente em jogos olímpicos desde 1900, nas Olimpíadas de Paris. A classe mais antiga do programa Olímpico de vela é a Star. A categoria faz parte dos jogos desde Los Angeles, em 1932.

As regatas começam no sábado, dia 9, a partir das 02h da madrugada e vão até o dia 21, com as finais a partir do dia 16 de agosto. Ao todo serão cerca de 400 competidores divididos em 200 barcos participando das Olimpíadas, uma reunião digna dos melhores ventos!

A vela brasileira já conquistou 14 medalhas olímpicas para o Brasil, sendo 6 medalhas de ouro, duas dessas nas últimas olimpíadas, 2 de prata e 6 de bronze. Enquanto isso esportes mais popularizados e que recebem mais atenção da mídia, como o futebol, vôlei e basquete,  muitas vezes não recebem medalha alguma e ficam a ver navios . . .

Acompanhe as regatas com o cronograma abaixo: http://en.beijing2008.cn/upload/OG_Schedule_080708/SA.xls

Assista as regatas pela internet acessando o link abaixo:
http://aovivoesportes.terra.com.br/min/olimpiadas2008/33-br/


Os doze representantes da vela brasileira em Pequim:

– Robert Scheidt e Bruno Prada – Classe Star

– Bruno Fontes – Classe Laser

– Fabio Pillar e Samuel Albrecht – Classe 470

– Fernanda Oliveira e Isabel Swan – Classe 470

– André Fonseca e Rodrigo Duarte – Classe 49er

– Eduardo Couto – Classe Finn

– Ricardo Winicki (Bimba) – Classe RS:X

– Patrícia Freitas – Classe RS:X

Conheça cada atleta no link abaixo:
http://olimpiadas.uol.com.br/2008/atletas-brasileiros/vela/

 

 

Saiba mais sobre a vela brasileira nas Olimpíadas de Pequim:
http://www.cob.org.br/esportes/esporte.asp?id=17
http://en.beijing2008.cn/schedule/

2º Encontro Náutico Barragem do Rio São Bento

Foi um sucesso o 2º Encontro Náutico Barragem do Rio São Bento. Um domingo de céu azul, sol e calor atípico para um dia de inverno, atraiu centenas de pessoas para a barragem, onde puderam prestigiar o evento e acompanhar as competições e regatas. O público ainda pôde participar de passeios em canoas, caiaques, canoas a vela e veleiros, além de fazer rappel e escaladas em um muro montado no evento – em especial as crianças – que ficaram fascinadas com tanta diversão e esportes que lhes eram oferecidos.

Durante a manhã houve a recepção aos participantes e ao público, a montagem de barcos e a chegada dos ciclistas que vieram pedalando de diversas cidades do entorno da barragem. A tarde aconteceram as provas de canoa a remo masculino e feminino, caiaque e a regata de veleiros e canoas a vela.

A regata dos veleiros contou com 16 barcos: 5 Lasers, 5 Dingues, 1 Holder, 1 Optmist e 4 mini-oceanos, que largaram juntos sob uma brisa que impulsionava os barcos com muito trabalho. O circuito foi montado em triângulo e antes da primeira bóia os Lasers já estavam na frente do grupo, mantendo a liderança até o fim da prova.

            

1- Panorâmica da barragem. 2- Veleiros no aquecimento para a regata. 3- Canoas se fazendo à vela. 4- Mini-oceanos. 5- Baleeira a vela “São José I”.  6- Optmist e seu capitão de 10 anos. 7- Rodrigo no comando do Holder Xokleng1, ao fundo Eric. 8- Sérgio Rocha e seu Laser. 9- Um Dingue (azul) e Claus. Fotos: Lene de Costa/Portal Engeplus.

Destaque para os velejadores Alexandre Miranda(Veleiros de Araranguá) e Eric Lineburger (Iate Clube Veleiros da Lagoa). Antes da primeira bóia Alexandre já havia ganho três posições, assumindo a segunda colocação, e logo após passar a primeira bóia, brigou forte com o Eric, entrando a barlavento dele e assumindo a liderança da prova. “Na primeira bóia já tava em segundo, e antes da segunda bóia assumi a liderança, mas uma cambada para lado errado decidiu a regata: acabei em terceiro lugar…”, relata o velejador. Já o Eric, que montou a segunda bóia atrás do Alexandre, resolveu não cambar e apenas orçou, seguindo um rumo que no momento parecia suspeito, mas que lhe deu um bom vento, uma grande distância dos demais concorrentes e o troféu de primeiro lugar na Classe Laser e na Geral.

        

1- Alexandre e Gustavo. 2- Alexandre treinando na bóia. Fotos: Kriz Sanz.                         3- Primeira perna da regata, Claus em 3*, Alexandre em 2* caçando o Éric. 4- Veleiros após a segunda bóia, Éric destacado a frente do grupo. 5- Gustavo, Éric e Rodrigo. 6- Um Dingue e ao fundo Alexandre e Gustavo. Foto: Lene de Costa/Portal Engeplus.

     

1- Eric, Rodrigo e Gustavo. 2- Claus, Rodrigo, Gustavo e Alexandre. 3- Claus, no Shrek e Gustavo no Tirano. 4- Claus. 5- Gustavo. 6- Sérgio e Gustavo. Fotos: Kriz Sanz.

Após a regata, o velejador Eric explicou a estratégia adotada na regata: “Existe uma grande divisão na raia (linha vermelha no desenho). Para cima com vento e para baixo sem vento. Observei que o vento naturalmente vinha mais da barragem (em cinza) e da costa da morro alto (em verde). Entrava limpo pelo meio da raia e menos nas laterais da raia. A massa de velas descendo (em rosa) da bóia de barlavento para a bóia de sotavento impedia a passagem do vento vindo do morro (em verde) e também parte do vento da barragem. Isso fez uma grande penumbra no meio da raia (em azul). Quem entrou nela se deu mal. Negócio era subir um pouco livrando-se da penumbra sem ir muito para perto do morro do público (em marrom) que também era desventado pois era alto. Assim, subi um pouco e depois cambei indo para o meio da raia para pegar o vento limpo e nunca ultrapassei a grande linha vermelha”.

Abaixo, desenho feito Eric ilustrando sua estratégia.

Terminada a regata, finalmente entrou um vento terral forte…

 

Em breve, mais fotos do evento.